Feeds:
Artigos
Comentários

Achei pertinente esta voz dum grande vulto litúrgico do passado do nosso país, o D. António Coelho OSB, em pleno período de actividade do Movimento Litúrgico. Num editorial da revista litúrgica Opus Dei dos finais dos anos 20′s, D. António Coelho fez a seguinte defesa da Liturgia da Igreja contra aqueles que diziam que ela já não era adequada ao “Homem Moderno”.

«Falam [...] duma liturgia nova, chamada a suprir a liturgia velha, a oficial, que já não é compreendida do povo, que já não instrui nem santifica, que já não é arma ofensiva para a conquista do mundo…

[...]

E a Liturgia da Igreja é tão velha como a Igreja e tão nova como ela. Ora como não há Igreja velha e Igreja nova, também não há Liturgia velha e Liturgia nova. Há uma só Liturgia, que possui elementos duma antiguidade venerável, mas que não carecem de ser chamados a uma vida nova, por isso que estão carregados da vida perene da Igreja, que é a vida da graça que jorra do Sacrifício, emana dos Sacramentos e circula, em certo sentido, em todos os ritos, que todos eles são poderosos sacramentais.

E o que é preciso, o que é urgente fazer neste século em que, sim, infelizmente, a Liturgia nem é praticada, nem estimada, nem conhecida, não é criar uma liturgia nova; é atrair todos os fiéis à Liturgia perene da Igreja, antiquíssima e duma juventude alegre, ardente, activa e sedutora, que a todas as Horas se renova, Liturgia popular, popularíssima, como no-lo demonstram a história do passado e as felizes experiências em boa hora empreendidas em todas as nações da terra; é fortificar e unificar a vida espiritual dos povos, introduzindo-os todos na corrente vivificante da Liturgia.

[...]

E não é esta Liturgia [...] a Liturgia do Coração de Jesus, desse Coração divino cujos mistérios de amor e de dor ela [a Igreja] revive do primeiro Domingo do Advento ao Domingo de Cristo Rei, desse Coração amantíssimo do Pontífice e Vítima do Sacrifício todos os dias renovado, desse Coração generoso, fonte inexaurível de vida cujas graças correm abundantes pelos Sacramentos, desse Coração obedientíssimo, harpa harmoniosa dos louvores do Padre Eterno cujo eco ressoa nos hinos e cânticos do Ofício Divino?

Criada pelo Coração de Jesus, regulamentada, conservada e praticada pela Igreja, a Liturgia, sempre antiga e sempre nova, carregada do fecundante eflúvio da graça, é Apostolado de Oração que detém os raios da vingança divina, converte e santifica as almas, une-as à infinita reparação do nosso Pontífice e Vítima, e , depois atira-as à conquista do mundo, à consolidação e extensão do reinado social de Jesus; é o meio poderosíssimo, o único meio oficial, de que a Igreja se serviu no passado, se serve hoje e há-de servir sempre, para regenerar a humanidade, santificar as almas e dar glória a Deus.»

- Pe. António Coelho, OSB

in Opus Dei – Revista Litúrgica Mensal, IV Ano, 1929-1930

 

Quase um século depois, estas palavras não deixaram de ser verdade, servindo de “defesa” aos que são criticados injustamente por encontrarem de forma mais profunda o Mistério nos ritos sagrados e veneráveis a todas as gerações.

ImageLogótipo Una Voce Portugal

Neste dia, a Direcção da Una Voce Portugal reuniu-se em Coimbra, fazendo o Balanço e procurando projectar o futuro da Associação e, sobretudo, daquilo a que podemos chamar o «novo movimento litúrgico» em Portugal.

A Direcção orgulha-se de comunicar a aprovação e a adopção do primeiro logótipo da Associação Una Voce Portugal, da autoria da jovem designer portuguesa Maria Bianchi de Aguiar. Este logótipo visa fundamentalmente realçar, por um lado, a centralidade da liturgia, expresso pelo Cálice e pela Hóstia; e, por outro, e o carácter especificamente português da nossa associação, evocado pela Cruz de Cristo.

O logótipo, cujos princípios já haviam sido definidos na anterior reunião ordinária da Una Voce Portugal, foi, como referido, uma contribuição voluntária e generosa da Maria Bianchi de Aguiar, a quem muito cordialmente agradecemos.

Com uma extensa agenda de trabalho, a Direcção aprovou igualmente medidas concretas para o reforço da cooperação, em particular da cooperação internacional, com outras entidades e indivíduos que comungam de alguma forma dos seus objectivos, com vista a revitalizar, entre outros aspectos, a adesão de Portugal ao Motu Proprio «Summorum Pontificum» (2007) de Bento XVI.

Coimbra, 9 de Fevereiro de 2014
A Direcção

Chamamos à atenção dos nossos leitores da existência dum blog incipiente sobre o Rito  Bracarense. O novo blog visa dar a conhecer as suas particularidades em comparação com a Forma Extraordinária do Rito Romano. Fica o link para o vosso conhecimento: almabracarense.wordpress.com

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 25 outros seguidores