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Via o Salvem a Liturgia:

 

A Editora Ecclesiae surpreende-nos mais uma vez. Com um crescente catálogo de publicações de altíssimo nível, a Ecclesiae torna-se a primeira editora a lançar ao público em geral, depois de mais de 40 anos, um missalete para o rito romano tradicional.
 
Trata-se de um  Ordinário para a Missa segundo a Forma Extraordinária do Rito Romano, conforme o Missale Romanum de 1962, com belas ilustrações, como podem verificar nas imagens abaixo, que recebi da editora.
 
Ainda é pouco, sabemo-lo. Esperamos, contudo, que outras editoras católicas tomem iniciativas semelhantes, para que os livros litúrgicos do rito antigo tornem-se mais acessíveis e, assim, o rito seja mais conhecido e celebrado.
 
O Ordo pode ser adquirido neste link.

A editora Caminhos Romanos acaba de lançar a tradução portuguesa da última obra de D. Athanasius Schneider – Corpus Christi: A Sagrada Comunhão e a Renovação da Igreja.

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A incarnação de Deus alcança o seu ápice de autodespojamento na Eucaristia, na qual se manifesta o seu incomensurável amor. Na pequena Hóstia consagrada, Jesus entregou-Se de forma incondicional nas mãos dos homens, tornando-Se o mais pobre e indefeso na Igreja, particularmente durante a distribuição da Sagrada Comunhão.

Verifica-se nos nossos dias uma surpreendente desconsideração dos cuidados concretos que nos exige a presença real e substancial do Deus incarnado na pequena Hóstia consagrada. Os actos exteriores de adoração, de sacralidade e de cuidado são muitas vezes reduzidos ao mínimo. Os gestos minimalistas contribuem, por sua vez, para diminuir a fé na incarnação e na transubstanciação eucarística.

A Eucaristia é o verdadeiro coração da Igreja; assim, quando se amesquinha o culto eucarístico, está a ferir-se o  coração da Igreja. Para  que ele sare, urge começar por sarar a ferida aberta no modo de tratar  hoje a Hóstia consagrada, uma vez que esta é, até nos mais ínfimos  fragmentos, nada menos que o próprio Senhor: «Corpus Christi enim Dominus est!»

Achei pertinente esta voz dum grande vulto litúrgico do passado do nosso país, o D. António Coelho OSB, em pleno período de actividade do Movimento Litúrgico. Num editorial da revista litúrgica Opus Dei dos finais dos anos 20′s, D. António Coelho fez a seguinte defesa da Liturgia da Igreja contra aqueles que diziam que ela já não era adequada ao “Homem Moderno”.

«Falam [...] duma liturgia nova, chamada a suprir a liturgia velha, a oficial, que já não é compreendida do povo, que já não instrui nem santifica, que já não é arma ofensiva para a conquista do mundo…

[...]

E a Liturgia da Igreja é tão velha como a Igreja e tão nova como ela. Ora como não há Igreja velha e Igreja nova, também não há Liturgia velha e Liturgia nova. Há uma só Liturgia, que possui elementos duma antiguidade venerável, mas que não carecem de ser chamados a uma vida nova, por isso que estão carregados da vida perene da Igreja, que é a vida da graça que jorra do Sacrifício, emana dos Sacramentos e circula, em certo sentido, em todos os ritos, que todos eles são poderosos sacramentais.

E o que é preciso, o que é urgente fazer neste século em que, sim, infelizmente, a Liturgia nem é praticada, nem estimada, nem conhecida, não é criar uma liturgia nova; é atrair todos os fiéis à Liturgia perene da Igreja, antiquíssima e duma juventude alegre, ardente, activa e sedutora, que a todas as Horas se renova, Liturgia popular, popularíssima, como no-lo demonstram a história do passado e as felizes experiências em boa hora empreendidas em todas as nações da terra; é fortificar e unificar a vida espiritual dos povos, introduzindo-os todos na corrente vivificante da Liturgia.

[...]

E não é esta Liturgia [...] a Liturgia do Coração de Jesus, desse Coração divino cujos mistérios de amor e de dor ela [a Igreja] revive do primeiro Domingo do Advento ao Domingo de Cristo Rei, desse Coração amantíssimo do Pontífice e Vítima do Sacrifício todos os dias renovado, desse Coração generoso, fonte inexaurível de vida cujas graças correm abundantes pelos Sacramentos, desse Coração obedientíssimo, harpa harmoniosa dos louvores do Padre Eterno cujo eco ressoa nos hinos e cânticos do Ofício Divino?

Criada pelo Coração de Jesus, regulamentada, conservada e praticada pela Igreja, a Liturgia, sempre antiga e sempre nova, carregada do fecundante eflúvio da graça, é Apostolado de Oração que detém os raios da vingança divina, converte e santifica as almas, une-as à infinita reparação do nosso Pontífice e Vítima, e , depois atira-as à conquista do mundo, à consolidação e extensão do reinado social de Jesus; é o meio poderosíssimo, o único meio oficial, de que a Igreja se serviu no passado, se serve hoje e há-de servir sempre, para regenerar a humanidade, santificar as almas e dar glória a Deus.»

- Pe. António Coelho, OSB

in Opus Dei – Revista Litúrgica Mensal, IV Ano, 1929-1930

 

Quase um século depois, estas palavras não deixaram de ser verdade, servindo de “defesa” aos que são criticados injustamente por encontrarem de forma mais profunda o Mistério nos ritos sagrados e veneráveis a todas as gerações.

ImageLogótipo Una Voce Portugal

Neste dia, a Direcção da Una Voce Portugal reuniu-se em Coimbra, fazendo o Balanço e procurando projectar o futuro da Associação e, sobretudo, daquilo a que podemos chamar o «novo movimento litúrgico» em Portugal.

A Direcção orgulha-se de comunicar a aprovação e a adopção do primeiro logótipo da Associação Una Voce Portugal, da autoria da jovem designer portuguesa Maria Bianchi de Aguiar. Este logótipo visa fundamentalmente realçar, por um lado, a centralidade da liturgia, expresso pelo Cálice e pela Hóstia; e, por outro, e o carácter especificamente português da nossa associação, evocado pela Cruz de Cristo.

O logótipo, cujos princípios já haviam sido definidos na anterior reunião ordinária da Una Voce Portugal, foi, como referido, uma contribuição voluntária e generosa da Maria Bianchi de Aguiar, a quem muito cordialmente agradecemos.

Com uma extensa agenda de trabalho, a Direcção aprovou igualmente medidas concretas para o reforço da cooperação, em particular da cooperação internacional, com outras entidades e indivíduos que comungam de alguma forma dos seus objectivos, com vista a revitalizar, entre outros aspectos, a adesão de Portugal ao Motu Proprio «Summorum Pontificum» (2007) de Bento XVI.

Coimbra, 9 de Fevereiro de 2014
A Direcção

Chamamos à atenção dos nossos leitores da existência dum blog incipiente sobre o Rito  Bracarense. O novo blog visa dar a conhecer as suas particularidades em comparação com a Forma Extraordinária do Rito Romano. Fica o link para o vosso conhecimento: almabracarense.wordpress.com

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